ABC – Aprendizagem Baseada em Cenários

Uma das tendências atuais mais marcantes, principalmente no e-Learning corporativo, é o uso cada vez maior do modelo da Aprendizagem Baseada em Cenários – ABC (uma tradução literal da expressão inglesa “Scenario-Based Learning – SBL”).

Recentemente, o diretor de uma empresa que produz cursos e materiais de e-Learning, nos Estados Unidos, comentou que esse modelo está tão em voga por lá que muitos clientes já chegam solicitando a elaboração de um treinamento “baseado em cenários”.

Mas o que vem a ser a aprendizagem baseada em cenários?

A ABC é essencialmente uma abordagem prática na qual o aluno faz uma imersão em simulações de situações da vida real, que permitem a ele adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades para uso futuro. É um modelo que melhora a qualidade da aprendizagem, porque é capaz de trabalhar com emoções e atitudes, e de fornecer um contexto ao aluno, aumentando o seu interesse e envolvimento. O cenário contextual criado pelo modelo ABC é facilmente manipulado pelo aluno, por meio da sua memória de trabalho, e as informações mais importantes são remetidas para a memória de longo prazo.

(Nota: Veja mais a este respeito lendo o artigo “The Basics of Scenario-Based e-Learning”)

No modelo ABC os alunos aprendem, com mais facilidade, a desenvolver habilidades de tomada de decisão e solução de problemas, porque são expostos a problemas ou casos que são réplicas de situações reais que eles enfrentam ou podem vir a enfrentar. Cada aluno segue o seu caminho ao longo de cenários que lhe são apresentados como uma história. Ele adquire, assim, uma compreensão mais abrangente a respeito dos assuntos com que está lidando, porque o modelo é não linear e os cenários apresentam uma multiplicidade de fatores e restrições a serem considerados.

Segundo um post publicado no blog da Origin Learning, a aprendizagem baseada em cenários utiliza os princípios da teoria da “aprendizagem situada”, proposta por Jean Lave e Etienne Wenger no livro “Situated Learning: Legitimate Peripheral Participation”, publicado em 1991. Esses autores postulam que a aprendizagem ocorre com mais qualidade quando tem lugar no próprio contexto em que vai ser aplicada.

Bem, agora vamos a um exemplo prático.

Vou mostrar um exemplo desenvolvido nos EUA de cenário interativo que usa uma combinação de história em quadrinhos (ou fotonovela) e vídeo. Neste caso, os vídeos são bastante curtos (apenas alguns segundos de duração cada um) e com produção muito barata, quase caseira. Em cada cenário, a maior parte da história é contada por meio de fotos e balões de texto. Trata-se do “Broken Co-Worker”, desenvolvido para o ambiente corporativo e que trata de assédio no local de trabalho.

Acesse esse site e tenha uma boa diversão e uma ótima aprendizagem.

Broken Co-Worker

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